MEMÓRIA, TESTEMUNHO E TRAUMA EM TONY TCHEKA

Erica Cristina Bispo

Resumo


Na Guiné-Bissau, país cuja produção poética é uma das menores dentre os PALOP, os rastros de sangue deixados pelo massacre de Pidjiguiti, pela guerra pela independência, pelo “Movimento Reajustador” e pelo conflito armado de 1998-1999 mancham metaforicamente a poesia. No esteio das reflexões que têm sido feitas por diversos pesquisadores das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa em torno da Guerra, neste ensaio, pretendemos analisar a poesia de Tony Tcheka, considerando-a parte da literatura de trauma. Crendo que “não contar perpetua a tirania do que passou” (SELLIGMANN-SILVA, 2000, p. 9), consideramos que a obra poética de Tcheka reflete sobre e reflete a história de seu país, além de funcionar como crítica possível aos sucessivos governos, que se valeram da violência para sua manutenção. 


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