A FUNÇÃO DA EXPERIMENTAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES DE PROFESSORES

Zulma Elizabete de Freitas Madruga, Daniel Klug

Resumo


Este artigo tem por objetivo analisar as concepções dos professores de Ciências e de Matemática, iniciantes de um curso de Mestrado nessa área, sobre a experimentação, com vistas em vivências e experiências, teorias pessoais, realidades da sala de aula e da escola, enfim, como compreendem essa dimensão de suas práticas. Foram coletados depoimentos sobre como que professores percebem a função da experimentação no ensino de Ciências e Matemática, as principais dificuldades encontradas pelos mesmos para trabalhar com a experimentação na sua área de ensino e sugestões propostas para solucioná-las. A técnica de análise foi a Análise Textual Discursiva. Nesta análise emergiram duas categorias: “experimentação como ilustração das teorias e conceitos” e “experimentação como investigação cientifica”. Por meio dessas categorias, foram representadas as diferentes concepções dos professores quanto à função da experimentação em sala de aula. Embora as duas concepções formadas pelos professores demonstrem a importância da experimentação no ensino, a concepção “experimentação como ilustração das teorias e conceitos” pode limitar os objetivos da experimentação no processo ensino e aprendizagem, por não promover a autonomia do aluno, enquanto que a “experimentação como investigação cientifica”, por meio de conhecimento prévio, pesquisas, análises, interpretações e reflexões do aluno promove a reconstrução do conhecimento, tornando-o principal sujeito da sua aprendizagem. Isso vem ao encontro do principal objetivo da experimentação no ensino e na aprendizagem. Percebeu-se que há grande inclinação dos professores para a experimentação como investigação, prática essa que desenvolve nos alunos a postura crítica e autônoma.

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ISSN: 2238-2380

 

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