UMA ANÁLISE DA TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA DAS REAÇÕES QUÍMICAS

Denize Maria Antas Diniz, José Euzebio Simões Neto, Flávia Cristiane Vieira da Silva

Resumo


Todo saber gerado e discutido nas academias e centros de pesquisa, tem por característica servir à comunidade científica. Até chegar na escola, deve ser didatizado e sistematizado, a partir do processo de transposição didática. Este processo pode ser dividido em duas etapas: externa (produz o saber que chega à escola, realizada pela noosfera) e interna (que ocorre intramuros da sala de aula, mediante trabalho do professor). O objetivo deste trabalho foi analisar o processo de transposição didática externa do conteúdo de reações químicas. Para isso, utilizamos um livro do Ensino Superior como referência do saber científico, e observamos quatro livros didáticos para o Ensino Médio, publicados entre 2002 e 2010, considerados como manifestação do saber a ser ensinado. A análise das modificações que o saber científico passa até se apresentar como saber a ser ensinado, nas escolas foi realizada a partir dos diferentes tipos de modificações que o saber pode sofrer neste processo, tais como: supressões, deformações, acréscimos e criações didáticas. Constatamos que existem, na maioria dos livros didáticos, divergências no saber após transposição didática, com predomínio de supressões e deformações. Ainda, pela não existência de programas formais de ensino no Brasil, as obras apresentam diversas diferenças na apresentação do saber em tela nesta pesquisa.


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ISSN: 2238-2380

 

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