O USO DE CONSTRUÇÕES MANUAIS E DO SOFTWARE POLY PRO NO ESTUDO DE POLIEDROS

André Tenório, Daniele Vidal de Aguiar, Thaís Tenório

Resumo


Nas escolas brasileiras são frequentes dificuldades de aprendizagem em Geometria. Uma opção para tentar aprimorar o ensino do conteúdo é inserir métodos alternativos, o que torna interessante estudá-los. Nesta pesquisa, o objetivo foi comparar o uso de construções manuais e o emprego do software de geometria dinâmica Poly Pro na aprendizagem de poliedros. A metodologia adotada requereu a participação de duas turmas de 2ª série do Ensino Médio, ambas de uma mesma escola estadual no Rio de Janeiro. Primeiramente, aulas do conteúdo de poliedros, exercícios e pré-testes idênticos foram ministrados a ambas as turmas. Então uma turma recebeu um reforço pedagógico baseado na modelagem de poliedros de Platão com canudos e barbante. Na outra, o reforço foi embasado no uso do software Poly Pro. Então, ambas realizaram um pós-teste idêntico, com nível de dificuldade similar ao pré-teste. Depois, cada aluno respondeu a um questionário de percepções sobre as aulas ministradas. Por meio das notas obtidas no pré teste e no pós-teste, a evolução dos desempenhos foi comparada e os dois métodos de reforço mostraram-se equivalentes, estatisticamente. Nas duas turmas, os alunos afirmaram ter gostado mais do ensino-aprendizagem com recursos interativos frente ao expositivo. Segundo a percepção do docente, eles se mostraram motivados e interessados nas aulas de reforço devido aos métodos de ensino. As dificuldades de aprendizagem mais comuns, reconhecidas a partir da análise da resolução das questões, envolveram deficiências no aprendizado de Geometria do Ensino Fundamental, em cálculos algébricos e na contagem de vértices, arestas e faces dos poliedros.

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ISSN: 2238-2380

 

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