O PROTAGONISMO FEMININO NAS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS

Geraldo Rocha, Alessandro Rodrigues da Rocha, Rosane Cristina Oliveira

Resumo


A presença da mulher no exercício do poder em seus múltiplos aspectos da cotidianidade da vida tem cada vez mais ocupado espaços nos debates contemporâneos. No que tange a sua relação com a religião é perceptível o aumento do interesse por parte dos estudiosos desse campo do saber. O presente artigo busca refletir o modo como é exercido o poder no universo religioso das matrizes africanas no Brasil. Diferente do modo como se acessa o poder em algumas tradições religiosas, nas matrizes africanas o poder está alicerçado em uma tradição cultural cujo fundamento é de ordem sobrenatural. Tem poder quem é escolhido pelos orixás para exercê-lo.  Nesse sentido as representações simbólicas do sagrado vão se explicitar na presença e significado das Yabás,  divindades femininas do candomblé, bem como, nas pombo giras e pretas velhas, divindades da Umbanda. Com isso é realçado o protagonismo das mulheres na “manipulação” do sagrado e na preservação de tradições religiosas caracterizadas como religiões de resistência.


Palavras-chave


Gênero; Religião; Sagrado; Matrizes Africanas

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