O OUTRO COMO O DUPLO EM NÃO ME ABANDONE JAMAIS, DE KAZUO ISHIGURO

Shirley de Souza Gomes Carreira

Resumo


Este trabalho propõe uma breve análise do romance Não me abandone jamais, de Kazuo Ishiguro, a partir da interpretação do Outro como um duplo e da problemática gerada por essa condição. Para tanto, partir-se-á de uma breve reflexão sobre a produção social da identidade e da diferença, bem como a presença do duplo no imaginário ocidental. A representação da inter-relação entre os mecanismos de exclusão decorrentes de sistemas classificatórios que operam no meio social e a condição do duplo no cenário distópico do romance resulta na interpelação da ficção ao leitor contemporâneo sobre questões ontológicas e éticas que persistem no imaginário humano.


Palavras-chave


Alteridade; duplo; conflito; distopia.

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